Todos os dias eu mastigo um homem
sinto gosto de carambola
de pão
de banha
e um azedume que sabe-se-lá de onde vem.
Mastigo entre os molares
entre os cisos arrancados
entre as gengivas velhas
emprestadas do futuro.
Mastigo esse homem com gosto de gelo
e de gelo me queimo as buchechas por dentro
com prazer.
Trituro seus ossinhos,
suas coisinhas
suas arminhas e suas brincadeiras
de guerra
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